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Vantagens do mercado livre de energia vão além do preço

“A principal característica do mercado livre de energia é a flexibilidade”, avalia Juliana Aguiar, gerente comercial da América Energia. Segundo ela, o consumidor precisa entender o seu negócio para optar por um modelo que proporcione o máximo dos benefícios, além de ter um fornecedor que cumpre as práticas ESG (Environmental, social and corporate governance) fornecendo energia de fontes renováveis, como eólica e solar.
Estimulada pela elevação dos preços no mercado cativo de energia, como exemplo, o reajuste de preço da Bandeira Vermelha patamar 2 por causa do acionamento das termelétricas, a migração de consumidores para o mercado livre de energia contínua aumentando cada vez mais. As opções de contratos oferecidos são inúmeras.
Os consumidores que podem fazer a migração são aqueles que possuem demanda instalada a partir de 500 kw. “Dependendo da escolha e contrato, a redução no valor pago pela energia elétrica fica entre 25% e 30%. São vários os produtos oferecidos neste mercado, mas é preciso avaliar aquele que melhor se adequa ao negócio daquele consumidor”, alerta Aguiar.
Só para se ter ideia, mais recentemente com as impensadas turbulências, trazidas pela crise sanitária, no mercado livre, os consumidores puderam repactuar os seus contratos de energia contratada, o que internamente permitiu melhor remodelagem de muitos negócios. No mercado livre, os preços dos contratos de energia são negociados e gerenciados pelo consumidor. Já no mercado cativo o consumidor paga pelo preço contratado pela distribuidora.
“Estar no mercado livre exige acompanhar as mudanças, as possibilidades e as variáveis com a finalidade de identificar os melhores momentos para compra, além de realizar cotação com vários players para garantir as melhores condições. É nesse momento que entra a gestão de energia, que é esse trabalho de análise de mercado, direcionando o melhor momento para compra”, explica Aguiar.
De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o mercado responde por 30% da energia consumida no país (Consumo no ACL atingiu 35% em 2021, segundo dados do relatório InfoMercado, divulgado pela CCEE). O mercado livre de energia é um ambiente de negócios onde vendedores e compradores podem negociar energia elétrica voluntariamente. Há uma negociação entre ambos, que permite ao consumidor escolher esse fornecedor, o preço a pagar, o período de contratação, eventuais flexibilidades e muitos outros. Tudo isto proporciona previsibilidade.
Segundo a Abraceel, o consumidor define sua estratégia de contratação de energia e toma as próprias decisões de compra, sempre com a orientação de um agente do setor. “Os consumidores deste mercado podem ter opção de usar os derivativos de compra futura, opções de compra, funcionando como um produto do mercado financeiro, ou ainda, obter contratos de compra de energia com descontos garantidos em relação à tarifa regulada. O contrato pode prever um consumo flexível (por exemplo, 10% acima ou abaixo do total contratado), reduzindo o risco de déficits ou de superávits. As margens de flexibilidade podem ser precificadas pelos vendedores”, finaliza.