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Autoprodução de energia elétrica cresce no Brasil

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Atraído pelo menor custo e preocupação com a sustentabilidade, o número de empresas que estão aderindo à autoprodução de energia elétrica no Brasil é cada vez maior. Entre as fontes de energias renováveis mais procuradas pelas empresas estão a energia solar e eólica.

Esse movimento vem sendo notado nos últimos anos devido ao aumento do custo da energia elétrica no mercado regulado no Brasil e pelo ímpeto das empresas na busca de sua sustentabilidade e certificação da origem de sua compra de energia através de fontes renováveis.

De acordo com Luiz Alfredo Cava, diretor da América Energia, tem se observado uma grande busca de empresas que levam em conta os fatores econômicos e ambientais para começar a investir neste tipo de energia. “Atualmente, existe uma série de inovações e tecnologias que permitiram a redução do custo de instalação das usinas solares e é um dos motivos que tem levado os consumidores a investir nesse tipo de geração de energia”, diz.

O crescimento do mercado de geração de energia solar no país é uma tendência de longo prazo. Projeções internacionais indicam que cerca de 21% de toda a matriz energética brasileira será de responsabilidade da geração distribuída em 2050 e, até 2030, 87% da matriz elétrica Brasileira será renovável. Na visão de Cava, com a pandemia, os movimentos globais têm se voltado à sustentabilidade dos negócios. A energia solar é gerada de forma sustentável, transformando a captação de luz solar em energia elétrica. Isso faz com que ela se torne inesgotável e limpa, evitando impactos nocivos ao meio ambiente, uma grande demanda da sociedade.

Atualmente, o consumo dos autoprodutores no Brasil é de 2,3 GW, cerca de 10% do consumo de energia existente hoje no ambiente de contratação livre. Representado por empresas eletrointensivas dos segmentos de metalurgia e produção de metais (45%), minerais não metálicos (29%), extração de minerais metálicos (19%), químicos (2%), têxtil (1%), madeira - papel e celulose (1%) -, e demais serviços.

As 10 maiores empresas nessa modalidade são: Companhia Brasileira de Alumínio, Vale, Petrobrás, Usiminas, Ternium Brasil, Intercement, Votorantim Cimentos, Coteminas, Rhodia e Maringá ferro-ligas, que juntas representam cerca de 85% do consumo neste segmento.

Diante da necessidade de grandes investimentos necessários no passado para a viabilidade da autoprodução de energia e, ainda, dos aspectos de financiabilidade, a possibilidade de investimento era limitada apenas aos grandes consumidores eletrointensivos. Esses consumidores encontraram na autoprodução de energia uma forma de baratear o seu custo com energia, uma vez que a energia elétrica representa mais de 80% no custo final de seu produto.

Atualmente, com a ampliação do crédito, formas estruturadas de financiamento e de estruturação do projeto foram criadas pelo mercado, permitindo que grandes grupos financeiros, em conjuntos com os investidores do segmento de geração, firmassem parcerias, podendo assim custear a construção e assumir os riscos associados à construção do projeto.

Essas operações estruturadas reduziram a necessidade de aporte de capital e os riscos de construção e operação da usina para o consumidor. Se flexibilizou a forma de pagamento da autoprodução de energia em contratos de energia no longo prazo, o que trouxe previsibilidade na gestão dos custos com energia e e menor preço na compra de energia no longo prazo por participar da construção e elaboração do Project Finance do empreendimento.

As novas condições impostas pelo mercado permitem ao consumidor, com demanda superior a 3 MW de demanda contratada, entrar neste mercado, inclusive podendo optar por participar dos resultados da usina, porém mantendo o foco em seu core business de atuação.

Na prática, a autoprodução ocorre quando o consumidor, seja uma empresa, uma indústria etc., investe na construção de uma usina para a geração da sua própria energia. São duas as principais vantagens em realizar esse tipo de investimento: a primeira é deixar de pagar encargos setoriais que oneram a tarifa de energia e fogem da gestão das empresas e a segunda é que a energia não consumida pode ser vendida no mercado, gerando uma receita adicional fora do core business das empresas.

A autoprodução pode ser desenvolvida pelo consumidor de energia que está no Ambiente de Contratação Livre (conhecido como mercado livre de energia) e que também possui uma ou mais usinas que geram energia para seu próprio negócio. Um consumidor de grande porte — como uma indústria, por exemplo — deve estar necessariamente conectado em média ou alta tensão (Grupo A). A usina não necessariamente precisa estar no mesma área que o consumidor.

Confira os projetos da América Infra em autoprodução: https://america.tinkalawinka.com/infraestructura

Agora, se você está no mercado cativo de energia, a geração distribuída pode ser uma opção. Saiba mais aqui: https://america.tinkalawinka.com/gestao

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